Bom dia/boa tarde/boa noite, guerreiros! Trazendo mais um textão aqui no blog, uma vez mais sobre UMvC3 (pra não perder o costume). Como é o jogo de luta que tive mais contato e
vi muito dele durante anos, acho legal ver até onde o jogo chegou no competitivo. Esse post meio que serve como um complemento ou continuação do post do
Formação e Construção de Times de uns anos atrás. Então, bora
lá:
Começando com uma das rainhas do jogo. O potencial da Morrigan foi descoberto logo no início da versão Ultimate, com o Dieminion experimentando com Joe e Strange. Então, o
carinha que seria um dos deuses do jogo, Chris G, cansou de jogar de Ryu e das situações de scramble do jogo e viu que a Morrigan era o melhor jeito de evitar essas situações ou
criar situações dessas a favor dele. Então, começou a busca pra montar o melhor time pra ela, e o novo e buffado Doom estava lá com os Hidden Missiles engatilhados pra ajudar. Só
faltava descobrir quem seria o terceiro boneco, então o Chris meteu um Akuma ali, que segundo ele, era um boneco pra ele se divertir, e até ajudava bem a Morrigan quando alguém
conseguia passar pelo “bullet hell” de Soul Fists e vinha o assist do Tatsu pra afastar o adversário de volta.
O time dessa forma já era muito forte, mísseis do Doom ajudando no zonning/trapping da Morrigan, e alguns meses depois do lançamento do jogo, próximo da EVO 2013, descobriram os
infinitos de TAC, transformando o Doom na melhor bateria possível pra Morrigan ter mais barras pro Astral Vision. Lembrando que Astral Vision é completamente idiota por deixar a
Morrigan montar barra enquanto está ativo, e só com isso a personagem já ficava muito acima dos outros bonecos do jogo. Após
perder pro Yipes numa partida épica, Chris começou a pensar em um
novo âncora, pois quando ele perdia a Morrigan ficava difícil se virar com Doom e Akuma, pelos dois não possuírem uma sinergia muito forte. Akuma é um âncora ok, é a melhor
posição do boneco, mas tinha um certo alguém que serviria muito melhor nessa posição... Eis que Vergil entrava na posição de âncora pra completar um dos times mais letais e
dominantes do jogo. A sinergia entre Doom/Vergil fez os dois virarem uma das duplas, se não a dupla mais jogada na história de UMvC3. Doom funciona como bateria pro Vergil
enquanto os dois possuem XF nível 2 estocado pra quando a oportunidade aparecer, e os mísseis são um dos melhores assists pro Vergil pressionar e estender combos. Quando
necessário, o Vergil pode entrar no point pra lidar com o âncora do adversário, o Dark Harmonizer da Morrigan
pra ter barras de volta pra Spiral Swords.
Com o tempo, algumas variantes do time foram surgindo, como Morrigan/Doom/Strider e Morrigan/Doom/Amaterasu que fornecem um suporte melhor pro Doom jogar ao invés de fazer
ele “fugir” com o DHC pro Vergil pra virar o jogo. Hoje também temos variantes com a Morrigan em segundo como o time do Escalante com Magneto/Morrigan/Doom, voando pela tela com o
Magneto e enchendo barra pra Morrigan pra então fazer ela entrar com um dos melhores DHCs do jogo. Tem também algumas variantes sem Doom, como o time do Terry Bogard
(Morrigan/Dante/Strider) que funciona tão bem quanto se jogada bem. O próprio Chris já brincou com outros personagens com MorriDoom, como Hawkeye, Strider, Magneto, Strider e até
Firebrand e Storm.
- Prós:
Versatilidade insana por dominar completamente a tela, mudando entre rushdown e zonning com bastante facilidade. Bastante versátil com as variantes do time, e podendo jogar com o Vergil no point dependendo da situação (Morrigan é mais recomendada, mas vai que...);
Astral Vision;
Vergil;
Morrigan no point com seu melhor assist enquanto o Vergil tá na âncora caso tudo dê errado;
Infinitos de TAC com Morrigan e Doom, tendo bastante barra pra evitar usar X-Factor a não ser quando necessário;
Pode matar um time inteiro só com Astral Vision e mísseis;
Foot Dive;
Se o adversário torrar o X-Factor 1 ou 2 contra a Morrigan ele ainda tem que lidar com o Vergil na âncora.
- Contras:
Ter execução e bastante resistência nas mãos/dedos pra jogar com a Morrigan;
O time possui respostas boas contra (Dark) Phoenix por causa dos combos de Soul Drain e Spiral Swords, mas tudo ainda pode dar errado pela boneca ser super quebrada e fazer o comeback;
O Vergil do adversário;
Baitar os advanced guard da Morrigan, fazendo ela dar um back dash e ficando airborne, vulnerável pra um punish e perder a boneca.
O personagem point do adversário sobreviver ao “bullet hell” e conseguir chegar na Morrigan.
Jogadores notáveis:
Chris G, RF, Jasongamedev, Escalante (Magneto), Rokmode (Amaterasu), Terry Bogard (Dante/Strider)
Partidas:
Se MorriDoom é o melhor time defensivo do jogo, ZMC ganha fácil a taça pro time mais agressivo do jogo, contando com os reis Zero e Vergil. Zero é um dos personagens mais
agressivos no neutro do jogo e possui os mixups de entrada mais cretinos e ambíguos, com hitboxes absurdas, sempre conseguindo montar a barra que precisa com o combo após o mix
pra matar com o Lightning Loop. Esse é o verdadeiro time do “pegou, matou” e que pode terminar o jogo bem rápido.
Pra piorar, o Zero conta com o seu melhor amigo, Dante from Devil May Cry series, dominando boa parte da tela com o assist de Jam Session, que cobre todo o espaço vertical de
onde o assist tá. E se o Zero tiver com o buster carregado ou quase carregando, ele pula e converte o combo bem tranquilo. E aquela coisa também, tem o Vergil no fim da fila pra
garantir o jogo caso o jogador faça alguma cagada pra perder o Zero.
Tem a variante do time com Doom ao invés de Dante, dando uma versatilidade maior pro time pois tanto o Zero quanto o Vergil usam os 3 assists do Doom super bem. Hidden Missiles
além de dar uma aproximação diferente pro Zero (e dele proteger bem o assist), oferece também a possibilidade de melhorar o zonning dele (que já é forte com o cancel do buster
nível 3). Tem também variantes com Dante/Strider e Vergil/Strider, a última especialmente estúpida por ter duas opções de âncoras fortes, mas tendo acesso somente a o Vajra não
dá tanta liberdade pro Zero no neutro como Jam Session proporciona. Tem também o time do Flocker, onde ele troca o Dante por Hawkeye na âncora, jogando com o Vergil em segundo.
Foi o único a usar esse time, e tinha uma vez ou outra que ele se via obrigado a trocar o Hawkeye pelo Dante, mas ele conseguia navegar pelo neutro muito bem usando Triple Arrow
pro Zero, chegando até a vencer a EVO em 2013 em cima do Justin Wong.
- Prós:
Vença o neutro com o Zero -> confirme um combo e carregue o adversário pro canto -> mate com Lightning Loop -> mixup -> volte ao passo 3 e repita.
Mesma situação de MorriDoom... Se torrar XF 1 ou 2 no Zero, o adversário ainda tem que lidar com Vergil.
Hitboxes e hurtbox zoadas do Zero;
Vergil;
Jam Session;
Infinito do Dante se precisar em algum momento (ainda mais quando perde o Zero);
Se perde o Zero e o Vergil, o Dante ainda tem chance de um comeback, sendo um âncora bom.
- Contras:
Zero consome toda a barra que monta, então pode ficar um pouco chato pro Dante/Vergil ter algum recurso pra virar o jogo ou pra jogarem mais no foda-se. Tem o infinito do Dante pra montar barra e tentar vencer por tempo, mas nem sempre é uma estratégia confiável;
Tem dificuldade contra MorriDoom em boa parte das situações, especialmente quando a Morrigan liga o Astral, restringindo o movimento do Zero e as chamadas de Jam Session;
Só tem o Vergil de resposta pra Dark Phoenix, sendo mais suscetível ao comeback até certo ponto;
A variante do time com Doom tem mais versatilidade com suporte, mas o Doom tem dificuldade contra alguns personagens mais populares como Nova, Spencer, Dormammu, Hawkeye, Strange, etc em que o Dante não sofre tanto quanto ele.
- Jogadores notáveis:
Cloud805, Jibrill, Flux, Evasion, NoLife, Joey D (Doom), NotEnoughDamage (Doom), Marn (Vergil/Strider), Richard Nguyen (Dante/Strider), Flocker (Hawkeye), Cross (Strange/Dante).
- Partidas
Quem deixou essa formação mais famosa foi o sucesso do PR Balrog com Wolverine/Doom/Vergil, mas ouvi falar por aí que tem teorizou e foi pro lab com esse point/Doom/Vergil foi o
ShadyK. Tanto que lá em NorCal popularizou muito esse time, tendo vários Magneto/Doom/Vergil e Wolverine/Doom/Vergil por lá.
Essa formação seria uma variante menos efetiva dos times com Zero e Morrigan no point, mesmo assim é bem eficiente por poder colocar praticamente qualquer personagem bom no
point. O plano é jogar com o point abusando de assist do Doom, usar o assist do Vergil pra extensão de combo ou mixup de entrada, usar TAC do Doom/reset de TAC quando necessário
e ter o Vergil prontinho na âncora. Essa formação até virou meme na comunidade por um tempo, com o pessoal zoando que qualquer coisa/Doom/Vergil era o melhor time do jogo.
No point tem várias opções: Zero e Morrigan como citados acima, Magneto, Wolverine, Nova e até o Spencer que não é muito popular nessa posição. Até alguns mid tiers podem abusar
disso como Captain America e o Taskmaster, e alguns bonecos não tão usados como Wesker, Viper, Joe e o Deadpool, por exemplo. De repente até Hulk, Hawkeye, Chun-Li e Haggar
funcionariam com a shell, considerando que já vimos o Mame Spider usar o amigão da vizinhança junto a dupla dinâmica.
- Prós
Mesma coisa dos times de Zero e Morrigan que tem Doom/Vergil, mas numa escala menor quando o Point tá envolvido;
Se usar Magneto, tem uma incrível versatilidade com os 3 assists do Doom;
Usando Magneto ou Nova dá a opção de mais um personagem com TAC.
Usando Wolverine no point deixa o time bem agressivo.
- Contras
Seu point não é Zero ou Morrigan;
Alguns points ficam travados em alguns assists do Doom, como o Nova que usa mais o Plasma Beam, e o Wolverine não usa Hidden Missiles muito bem, variando somente entre o Plasma Beam e o Molecular Shield, por exemplo.
- Jogadores notáveis:
PR Balrog (Wolverine), J2Jin (Wolverine) ShadyK (Dante, Morrigan e Magneto), Takumi (Magneto), Frankie G (Magneto), KyleP (Spencer), Punk (Wolverine. Sim, o da god do Street Fighter), Mame Spider (Miranha).
- Partidas
Chegamos na outra rainha do jogo, a dona JEEEEAAAAAAANNNN (aquele grito épico do Yipes nas finais do CEO do Vanilla). Um dos times “endgame”, que não foi muito popular no início do jogo, mas foi amadurecendo fora dos holofotes e veio com força quando RyanLV otimizou o time. No início do jogo, Morrigan e Phoenix no mesmo time não era comum, pois os jogadores de Morrigan queriam abusar do Astral Vision, gastando a barra que serviria pra garantir a Dark Phoenix. Então, com o descobrimento dos infinitos de TAC tivemos umas formações de times mais sólidas em volta de Phoenix, como o time popularizado pelo FChamp: Magneto/Doom/Phoenix, e com o tempo algumas variantes foram surgindo, como Zero/Doom/Phoenix que foi utilizado pelo Viscant por um tempo, e depois ficou como time fixo do PzPoy, e a variante do Noel Brown com Wolverine no point.
Lembro que lá atrás tinha o Rusty Shackleford que usava Amaterasu/Morrigan/Phoenix, e a formação era bem interessante, sendo meio que o embrião do que o time seria hoje. Mais ou menos na mesma época, o Allioune usava Magneto no point, mostrando o potencial de ter um personagem com uma excelente movimentação fugindo e montando barra pra Phoenix. O próprio FChamp viu i potencial nessa formação pra tentar counterar a MorriDoom do Chris G, usando Dormammu no point, mas a Morrigan dele deixava muito a desejar quando precisava jogar, sendo usada praticamente pelo assist. Uns tempos depois, começamos a ver RyanLV usando essa variante com Chun-Li, quando ele jogava com o nick ShadowRusher, que o Justin Wong até brincou no comentário que ele deveria se chamar ShadowRunner porque só ficava correndo com a Chun pra montar barra lol
Ryan foi melhorando como jogador e foi otimizando cada vez mais o time, dominando os TACs da Morrigan e Chun e seus TAC resets. Por um tempo, ele tinha um Magneto no bolso quando achava que a Chun não daria conta do recado de ficar fugindo, mas ela acabava sendo bem efetiva pela movimentação vertical única e pela grande maioria dos jogadores não saberem a matchup por ela ser uma personagem pouco utilizada. Outra coisa que destaca muito o gameplay do Ryan é que quando ele chegava em uma determinada quantidade de barras (por volta das 3 e meia ou 4) ele “transformava” o time de Phoenix em um time de Morrigan, abusando do Astral Vision e muitas vezes vencia com a Morrigan junto com assist da Chun, sem precisar da Dark Phoenix que ficava esperando no fim da fila. Com o tempo tivemos outra variante do time vinda do Mothman, utilizando MODOK no point, que também tem uma movimentação vertical muito boa e um zonning único abusando dos escudos e seu arsenal de projéteis.
No fim, esse time acabou virando o melhor counter possível pra MorriDoom das mãos do Ryan, sendo que RyanLV vs ChrisG virava a batalha do século a cada vez que os dois se enfrentavam, chegando no ponto que Ryan venceu a EVO em cima do Chris, que havia sido campeão no ano anterior.
- Prós
Se o time da Phoenix conseguiu 5 barras, o que não é tão difícil hoje, praticamente venceu o jogo;
Mesmo sem chegar na quantidade de barras pra Dark, a Phoenix normal é uma âncora boa. Quando a Phoenix entra, tem a opção de “saída livre da prisão” com super invencível no ar + XF pra se salvar e começar o comeback;
TAC/TAC reset pra encher barra e matar sem gastar;
Se perder a Phoenix, tem a Morrigan cheia de barra + assist pra ir pro bullet hell e virar o jogo;
Se o oponente ficar com um personagem só, fica difícil decidir onde vai gastar o XF pra começar o comeback, sendo que tem Dark Phoenix esperando;
Dark Phoenix.
- Contras
Pra proteger as barras, o jogador de Fênix vai ficar farofando TAC pro lado, ficando vulnerável a TAC reset e TAC pro chão que o adversário monta barra pra enfrentar a Jean. Alguns jogadores arriscam counterar o TAC pra baixo, mas aí correm o risco de perder barra se adivinharem errado;
Tem uma chance maior de derrota contra bonecos com tech específica contra a transformação da Dark Phoenix (Haggar, Spencer, Frank West, Super-Skrull...), Morrigan com combo de Soul Drain, e precisa respeitar alguns bonecos com bastante barra estocada em alguns momentos (Vergil, Strider, Morrigan. Rocket Raccoon, Strange, Hawkeye...);
Se perde a Phoenix, pode ficar complicado de fazer o comeback com o point + assist nas variações sem Morrigan (mas pelo menos fica livre pra gastar as barras acumuladas);
O jogador precisa ter uma defesa muito boa pra fazer a Phoenix sobreviver aos mixups de entrada com snap ou quando perde um boneco, e saber a hora certa de dar um tag, que muitas vezes podem cair em um punish pra outro snap.
- Jogadores notáveis
Ryan LV (Chun-Li e Magneto), Aliourne (Magneto), Mothman (MODOK), Filipino Champ (Mag/Doom e Dormammu/Morrigan), Prodigy (Mag/Doom), PzPoy (Zero/Doom)
- Partidas
O time que chamo de “time setplay”. Pegou o hit em qualquer lugar da tela = KO, e não é um time de Zero. Lembro que lá no começo do Ultimate, começou a surgir alguns Nova/Spencer
e o pessoal começou a incrementar um assist neutro com eles. No caso do Combofiend, ele usava o Hawkeye, e tivemos também o Infrit que usava Sentinel, e os dois times eram bem
efetivos, tanto que na primeira EVO do Ultimate os dois jogadores pegaram top 8.
Com o tempo, as coisas foram evoluindo rápido, e começaram a ver que o assist de Bolts era insano pra Nova/Spencer. E chegou o momento em que descobriram o setup do Flame Loop, e
um dos primeiros jogadores a popularizar a utilização do time foi o Nemo. O cara simplesmente começou a varrer os torneios americanos, conseguindo excelentes colocações e batendo
de frente com os deuses do jogo em exibições e money matches (Justin, Champ e Chris), o que também foi aumentando o hype da rivalidade de Estados Unidos contra Japão, como os
estadunidenses são muito “this is my game!” em relação a Marvel.
Mais ou menos na mesma época, o Coach Steve (usando o nick Insayne por um tempo) estudou e dominou uma variante do time com Doom no lugar do Strange. Gastava mais recursos, mas
era tão efetivo quanto, e o Steve demonstrou o quanto tempo investia no lab achando setups e combos, otimizando ainda mais essa variante e conseguindo boas colocações em torneios.
Avançando mais alguns anos, na era do Parsec do jogo, o jovem Liberal Terminator causou um estrondo na cena, otimizando ainda mais a variante do Coach Steve, com alguns jogadores
criando meme de que o LT era o filho do Coach lol Com a volta dos offlines pós-pandemia, o rapazinho conseguiu botar um torneio no bolso e ainda chegou no top 8 da EVO no ano em
que UMvC3 voltou como Legacy/Classic Game em 2023. Durante esse domínio do LT, tivemos também outra variante do time se destacando nas mãos do Mundank, usando o Magneto como
assist do Nova/Spencer, criando uma aproximação diferente no neutro e punindo assists adversários mais facilmente devido a velocidade do Disruptor.
- Prós
A versão com Strange quase sempre mata com barra positiva, não depende de TAC enquanto o time estiver vivo;
Nova confirma combo praticamente de qualquer lugar da tela e consegue fazer a conversão pro Flame Loop;
O time com Strange é praticamente “anti-Doom”, com 3 matchups ruins pro boneco, counterando fortemente o suporte do oponente, forçando uma troca ou DHC;
Versão com Doom tem acesso a TAC infinito mais facilmente, tendo mais opções pra montar barra ou fazendo o mindgame do TAC/TAC reset;
Plasma Beam e Bolts são os melhores assists neutros pro Nova e pro Spencer, facilitando bastante a aproximação dos dois;
Spencer tem opções boas de Team Super com o Strange e com o Doom pra ajudar a limpar a tela pra resetar o neutro ou conseguir punições específicas.
- Contras
Perdeu o Nova, depende de TAC pra ir pro Flame Loop ou DHC do Strange pro Spencer pra melhorar as matchups;
Se perder o Spencer, fica mais complicado pra conseguir os TOD, machucando a “engine” do time;
Dependendo da situação, tem dificuldade contra outros points mais fortes como Morrigan e Zero;
Strange não tem opções boas no incoming.
- Jogadores notáveis: Nemo (Strange), Coach Steve (Doom), Yipes (Strange), Combofiend (Nova, She-Hulk e Hawkeye), LiberalTerminator (Doom)
- Partidas
Também conhecido como time KaneBlueRiver/KBR pelo jogador ter popularizado o sucesso do time (mesmo a gente tendo o Comboman70 já esmagando pelo Brasil antes do Kane estourar na
cena internacional). Primeira vez que vimos uma partida de destaque do time na gringa, foi com o KBR enfrentando o Combofiend na EVO. Kane perdeu, mas mostrou que o time tinha
potencial, mesmo usando o assist do Rocket Punch na época. Com o tempo, ele foi viajando pelo mundo no maior estilo Ryu em busca dos mais fortes, e foi refinando o gameplay dele
até transformar o time numa máquina de hit-kill com leituras absurdas e um pouco de farofa.
Esse é provavelmente o time com o maior output de dano do jogo, tendo situações em que o Hulk consegue matar com uma ou nenhuma barra de um confirm básico. KBR botou o time no
mapa, venceu uma EVO e vários outros torneios internacionais grandes, além de se posicionar bem em EVOs posteriores. Hoje o maior jogador de estaque com certeza é o TJ
(com Rocket Punch e ainda espanca geral lol) que já levou alguns campeonatos americanos atualmente.
Outra variante de um jogador de uns anos atrás, é o time do Jan que conta com Shuma ao invés do robozão, ajudando bastante com o assist do raio fullscreen e tendo um âncora sólido.
Tem também o Loxe que brotou no TNS uns tempos atrás com uma variante do time usando Dante e Doom ao lado do Hulk, mostrando que dá pra botar um top tier ou outro no meio do
time pra dar uma variada boa.
- Prós
Invencibilidade e armor pra caramba em vários ataques, punindo maus hábitos e impaciência de vários jogadores;
Mixup de entrada com Lariat é insano. Parece “simples” à primeira vista, mas tem várias camadas;
Hulk mata tudo gastando pouco, tendo sempre algum recurso pra matar, sendo barra ou X-Factor, não dependendo arriscar TACs ou resets, sendo bem autossuficiente enquanto o time está completo e o Hulk tem o momentum da partida;
É um dos poucos times que pode estourar X-Factor cedo e causar um efeito dominó no melhor estilo Marvel 3: Vence o neutro e consegue o hit -> carrega pro canto -> mata -> mixup de entrada -> mata -> mixup de entrada -> mata;
Por ter o Hulk e o Haggar, tem vida pra caramba no time, o que obriga o adversário a usar mais recursos. Às vezes alguns resets são arriscados por causa do assist do Lariat;
Na pior das hipóteses, tem opção de fazer TAC pro infinito do Sentinel.
- Contras
Perder qualquer um dos personagens enfraquece muito o time. Sem Sentinel (Drones), os outros dois bonecos perdem o assist neutro. Sem o Haggar, os outros dois bonecos perdem uma camada defensiva importante e o principal assist de mixup de entrada. Perdendo o Hulk, o time fica bem menos agressivo e muito mais vulnerável contra zonning;
Arrisca muito com leituras, como alguns ataques com armor e command grabs, podendo perder um ou dois bonecos por causa disso;
Às vezes pode se perder no neutro se não conseguir se sobressair no início do round, tendo bastante dificuldade contra Magneto, Morrigan, Zero...
Por serem três bonecos grandes e de mobilidade entre “ruim” e “ok”, o time toma overhead igual doido de boa parte dos bonecos viáveis e não consegue evitar algumas situações de pressão ou fechar a distância de fullscreen rápido, exigindo melhores reflexos e leituras na defensiva e uma aproximação mais arriscada dependendo da matchup.
- Jogadores notáveis
KBR, TJ (Rocket Punch), Tong (Rocket Punch), Comboman70, Footblat (Doom e Wesker), Loxe (Doom/Dante), Jan (Shuma)
- Partidas
O famoso time que não te deixa jogar se o Firebrand encostar em você. Nos primeiros meses do Ultimate, ninguém tinha se preocupado em dominar o Firebrand. Lembro que o Chris G
jogava com ele com um time bem estranho, e era isso. Até que um dia, Zak Bennet, veio das terras europeias visitar os States e apareceu na, hoje finada, Fighting Game TV e jogou
contra FChamp e companhia. Ali ele mostrou o potencial do personagem, com mixups e resets estúpidos aproveitando o suporte Dormammu e Amaterasu, e depois participou do Curleh
Mustache onde enfrentou ainda mais jogadores fortes da cena americana, mostrando como Firebrand era perigoso (OH THAT WOLVERINE GOT WASTED!).
Passou algum tempo, e Zak adaptou o time, aposentando o Dormammu e colocando Doom no lugar, onde tornou mais possível as partidas de 300% do Firebrand. Não muito depois, um certo
jogador de Skrull/Frank/Doom resolveu investir no seu time secundário de Firebrand, porque segundo ele, era a melhor resposta “anti-Vergil” do jogo. Eis que Apologyman se
tornaria um dos jogadores de maior destaque com FIrebrand/Doom/Skrull.
Abusando da técnica de “wall-cling fireball” pra dominar o neutro (mesmo só fazendo com consistência do lado do player 1), e refinando sua execução pra não dropar nada,
Apologyman fez Firebrand decolar nas tier lists com os seus resultados e vários 300% e Perfects distribuídos ao longo do caminho. Com o tempo, se tornou um dos jogadores mais
consistentes e perigosos do jogo, conseguindo vencer jogadores como FChamp com certa frequência e chegando longe nos torneios.
- Prós
Vencendo o neutro, Firebrand tem muito mix forte a partir quando o oponente está em lockdown de algum assist. Aí o seu amiguinho não joga por perder o neutro e adivinhar errado uma vez na defesa;
Tem rotas de 300% pra todos os personagens viáveis, ajustando uma parte ou outra do combo pra hiboxes diferentes. Contra alguns personagens nem precisa de combos otimizados ou arriscar um TAC/TAC reset, um reset do unblockable + assist do Skrull depois de um hard knockdown resolve contra a galera que não tem algum reversal invencível ou quando tá sem barra o suficiente pra fazer;
Skrull random XF3;
Foot Dive.
- Contras
Perdeu o Firebrand, perdeu os 300%;
Se tomar um counter de TAC, resetou o neutro pro Firebrand e em certas matchups isso vai ser um saco;
- Jogadores notáveis
Apologyman, Zak Bennet (Dormammu, Amaterasu), SkyHighClaw (Iron Man)
O time desgraçado com dois âncoras. Nos primórdios do Ultimate tinha outra versão, que alguns chamavam de “time scrub”, com Dante/Vergil/Strider porque era teleport + assist pra todo o lado e tinha Vergil e Strider pra garantir o jogo de volta. Se alguém ainda se destacasse com esse time, poderia considerar hoje que tem três âncoras pelo Dante ter ficado entre os âncoras mais populares com o amadurecer do jogo e outras jogadas situacionais envolvendo snap backs.
Um belo dia, Clockwork parou de jogar de Doom/Amaterasu/Strider e meteu o Vergil no time. E ele foi treinando e treinando até que mostrou a desgraça que esse time poderia causar. O jogo dele ficava muito parecido com o que o Clock usava no MvC2, travando o adversário com Ouroboros junto com o assist do Molecular Shield do Doom, matando uma galera no chip. Nessa adaptação do time no UMvC3, O Vergil fica no point, abusando de pressão com Spiral Swords quando tem barra, Round Trip (às vezes abusando do glitch pra não precisar esperar carregar de volta) e os normais enormes do Vergil junto com dois assists fortes no neutro: Plasma Beam e Vajra, que de quebra ajudavam em várias extensões de combos e conversões pro Vergil. E claro, contando com o acesso a TACs do Doom e combos de hard tag pra otimizar o dano.
Ele foi o único a usar esse time por muito tempo, chegando muito perto de se classificar pro top 8 de algumas EVOs e ainda batia de frente com outros jogadores de peso como Apologyman e FChamp, vencendo-os em algumas ocasiões ao longo dos anos. A cena do jogo foi mudando, Clock trabalhou no Power Rangers BFTG junto com ShadyK e depois foi enfiado no armário da Riot pra trabalhar no 2XKO, sumindo da cena competitiva por um tempo, e inclusive jogando MvCI algumas vezes. Até que um sucessor apareceu: DeadXPride, aka DxP. O cara conseguiu otimizar ainda mais as rotas de combo e tomadas de decisão no neutro, transformando o time em uma máquina. Abusou também da criatividade pra trazer novos mixups com Vajra, que se tornam muito ambíguos no incoming. Junto com o Clock, foram os únicos a terem destaque em torneios grandes com esse time e mostrar o potencial dele. E o tanto que farofa beneficia esse time não tá escrito...
- Prós
Dois âncoras doentes;
Normais de espada;
Teleportes com assist;
Foot Dive;
Acesso a TAC;
Combos de hard tag pra mais dano;
Spiral Swords;
Helmet Breaker;
Vajra;
Ourobororos;
Farofa rules (ou não...)
- Contras
Consome barra que é uma maravilha, dependendo de TACs algumas vezes quando não consegue estabelecer a vantagem no neutro com o Vergil torrando Spiral Swords, aí ele fica sembarra pra matar;
Tomar um happy birthday perdendo Vergil e Strider é bem triste. Doom consegue fazer o comeback, mas levando em consideração o tanto de matchup que dá problema (Morrigan, Zero, Nova, Dante, Dormammu, Hawkeye, Sentinel, Spencer, Strange...);
Tem um pouco de dificuldade contra personagens com muita mobilidade como Morrigan, Zero e Magneto, então algumas vezes o Vergil não consegue iniciar o plano de jogo. Nada que uma farofada não calculada não resolva, mas né...
- Jogadores Notáveis Clockwork, DeadXPride
- Partidas
E como é mahvel, temos muitos outros times viáveis, mas os que recebem o destaque durante todos esses anos de competitivo estão acima. Temos outros personagens que podem ser encaixados nesses times também, mas requerem mais esforço e/ou tornam os times menos efetivos. Isso pode ficar pra um próximo post, algo como “times menos usados” ou “possíveis times viáveis pra mid e low tiers”. Mandem aí nos comentários do post ou no Face o que acham disso, por favore!
Keep fighting.